
Hoje, noite de Abril, sem lua,
A minha rua
É outra rua.
Talvez por ser mais que nenhuma escura
E bailar o vento leste
A noite de hoje veste
As coisas conhecidas de aventura.
Uma rua nova destruiu a rua do costume.
Como se sempre nela houvesse este perfume
De vento leste e Primavera,
A sombra dos muros espera
Alguém que ela conhece.
E às vezes, o silêncio estremece
Como se fosse a hora de passar alguém
Que só hoje não vem.
© Sophia de Mello Breyner Andresen





























Olá,Helô!!
ResponderExcluirBelo poema!!Adoro abril!!!Comemoro o aniversário do meu marido, o nosso de casamento e o meu!!
E você minha doce e querida amiga, como está?
Senti sua falta!
Beijos! Cuide-se bem!
Oi, minha linda!
ResponderExcluirAbril é, em Portugal, mês de amendoeiras floridas, de águas mil, e tb de paixões e luas euforias. O poema encantador da eterna Sophia,
põe uma gota de nostalgia neste voo poético...Se cuide bem...miminhos e sorrisos pra você...
Luigi
Minha querida
ResponderExcluirDeixando um carinho e um beijinho e lendo este belo poema de Sophia, que adoro.
Sonhadora
Querida Helô,
ResponderExcluirespero que os dias corram bem, especialmente a saúde! Trata -te por favor!
O belo poema de Sophia sossega o fim do meu dia.
Beijinho