
A que ri e chora sempre,
a que chora morre em todo entardecer,
quando a vida entardece.
Tem duas almas: uma que esquece,
outra que foge sempre das igrejas
mas entre anjos permanece.
A mulher tem duas faces,
a que se mostra, a que se esconde:
na que se mostra ela se cala,
depois se guarda escondida
no retrato de uma sala.
Tem duas almas:
uma que fere, outra que é ferida,
a que se corta não se vê na que se fere,
a preferida.
A mulher tem duas primaveras:
a que nasce sempre nas árvores
e a que lembra esquecimentos,
a que silencia o ser ausente,
a que floresce pressentimentos.
Tem duas vidas:
a que vive e adormece
e a que, adormecida,
na sua alma a vida tece.
© Álvaro Alves de Faria





























Que belo poema em homenagem a todas as mulheres do Planeta.
ResponderExcluirLindo! Lindo!
Abraços
Que Linda homenagem à Mulher Helô!
ResponderExcluirGostei muito amiga.
Beijinho e bom fim de semana,
Ana Martins
Queridas Malu e Ana Martins
ResponderExcluirObrigada pela presença carinhosa!
Deixo aqui meu abraço amigo, pois estou com problemas para navegar...
Bom fim de semana!
Beijos