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"Aquilo que provamos quando estamos apaixonados talvez seja o nosso estado normal. O amor mostra ao homem como é que ele deveria ser sempre". © Anton Tchekhov ***** Sempre acreditei nisso... Espero ainda acreditar... A vida nem sempre é um sonho feliz... O porto seguro está dentro de nós... Não no lugar de sonhos... Que consiga resgatar essa fé em mim... E que o mundo possa ser mais feliz, tendo a base do amor incondicional... O único amor puro...

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sexta-feira, 30 de maio de 2008

Trechos de poesias de Mário Quintana...






A louca agitação das vésperas de partida!
Com a algazarra das crianças
[ atrapalhando tudo
E a gente esquecendo o que devia trazer,
Trazendo coisas que deviam ficar...
Mas é que as coisas também querem partir,
As coisas também querem chegar
A qualquer parte! - desde que não seja
Este eterno mesmo lugar...

(...)

Só existe no mundo esta grande novidade:
VIAJAR!


* * * * *


Olho o mapa da cidade
Como quem examinasse
A anatomia de um corpo...

(É nem que fosse o meu corpo!)

Sinto uma dor infinita
Das ruas de Porto Alegre
Onde jamais passarei...

Há tanta esquina esquisita,
Tanta nuança de paredes,
Há tanta moça bonita
Nas ruas que não andei

(E há uma rua encantada
Que nem em sonhos sonhei...)

Quando eu for, um dia desses,
Poeira ou folha levada
No vento da madrugada,
Serei um pouco do nada
Invisível, delicioso

(...)


* * * * *


Todos os jardins deveriam ser fechados,
com altos muros de um cinza muito pálido,
onde uma fonte
pudesse cantar
sozinha
entre o vermelho dos cravos.

O que mata um jardim não é mesmo
alguma ausência
nem o abandono...
O que mata um jardim é esse olhar vazio
de quem por eles passa indiferente.


* * * * *







Este quarto de enfermo, tão deserto
de tudo, pois nem livros eu já leio
e a própria vida eu deixei no meio
como um romance que ficasse aberto...

que me importa este quarto,
em que desperto
como se despertasse em quarto alheio?
Eu olho o céu! Imensamente perto,
o céu que me descansa como um seio.

Pois só o céu é que está perto, sim,
tão perto e tão amigo que parece
um grande olhar azul pousado em mim.

A morte deveria ser assim:
um céu que pouco a pouco anoitecesse
e a gente nem soubesse que era o fim...


* * * * *


O vento assovia de frio
nas ruas de minha cidade
enquanto a rosa-dos-ventos
eternamente despetala-se...

Invoco um tom quente e vivo
- o lacre num envelope? -
e a névoa, então, de um outro século
no seu frio manto envolve-me

(...)

Me lembro desse outro Mário
entre as ruínas de Cartago,
mas só me indago: - Aonde irão
morar os nossos fantasmas?!

E o vento, que anda perdido
nas ruas novas da Cidade,
ainda procura, em vão,
ler os antigos cartazes...


* * * * *


(...)


E vai a névoa, a bruxa silenciosa,
Transformando a Cidade, mais e mais,
Nessa Londres longínqua, misteriosa
Das poéticas novelas policiais...

Que bom, depois, sair por essas ruas,
Onde os lampiões, com sua luz febrenta,
São sóis enfermos a fingir de luas...

Sair assim (tudo esquecer talvez!)
E ir andando, pela névoa lenta,
Com a displicência de um fantasma inglês...

* * * * *







(...)

Nisto,
o apito da locomotiva
e o trem se afastando
e o trem arquejando
é preciso partir
é preciso chegar
é preciso partir é preciso chegar...
[ ah, como esta vida é urgente!

...no entanto
eu gostava era mesmo de partir...
e - até hoje - quando acaso embarco
para alguma parte
acomodo-me no meu lugar
fecho os olhos e sonho:
viajar, viajar
mas para parte nenhuma...
viajar indefinidamente...
como uma nave espacial perdida entre as
[ estrelas.


* * * * *


Foram-se abrindo aos poucos as estrelas..
De margaridas lindo campo em flor!
Tão alto o Céu!... Pudesse eu ir colhê-las...
Diria alguma se me tens amor.

Estrelas altas! Que se importam elas?
Tão longe estão... Tão longe deste mundo...
Trêmulo bando de distantes velas
Ancoradas no azul do céu profundo...

(...)


* * * * *


No fim tu hás de ver que as coisas mais
[ leves são as únicas
que o vento não conseguiu levar;

um estribilho antigo
um carinho no momento preciso
o folhear de um livro de poemas
o cheiro que tinha um dia o próprio vento...



© Mário Quintana


© Imagens encontradas na Internet: Mário Nagamura
Montagem dos slides: Helô Spitali

Um comentário:

  1. Bom dia deusa mineira Helô.

    Psiu!!! Acorda, deixa de ser preguiçosa!

    O café está servido,
    tem pão de queijo
    e leite purinho
    que fiz com muito carinho
    experimenta também...
    o doce gosto do meu beijo.

    Beijos afetuosos

    Candinho Anjo

    ResponderExcluir

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